Olhando o blog e pensando na curiosa dinâmica deste instrumento que continua a "existir sozinho", a ser visitado por leitores que nem sei.
Após o feriado de Carnaval, não tive tempo para atualizá-lo.
Não tive tempo para escrever.
Mas nunca escrevi tanto.
Escrever "a trabalho" ou escrever como autoexpressão?
Escrever "a trabalho" e como autoexpressão.
Basta?
Não!
Ideias "cutucam" frequentemente, são os floquinhos de alma em seu desejo de escapar para o mundo lá fora.
Falta tempo.
A rotina da volta ao trabalho.
As mil atribuições de trabalho.
Planos, mais uma vez, arquivados.
A lista de planos de virada de ano revisitada.
A bicicleta ergométrica novamente deslizando para a função de estante-cabide-armário, recebendo cada vez mais raras visitas, na proporção em que o semestre avança em intensidade e o calendário grita por agilidade.
Prazos. Artigos. Tarefas. Orientandos. Leituras obrigatórias.
Registros.
Cadastros.
Logins.
Senhas.
Boletos.
Mais longins.
Mais senhas.
Mais cadastros.
Mais senhas esquecidas.
Recadastros.
Último dia para enviar o texto para o congresso.
Último dia para enviar o parecer para a revista.
Último dia para requerer aquele financiamento para a pesquisa.
Daqui a pouco é o prazo para solicitar bolsista.
Prazos, prazos, prazos.
Deadlines, deadlines, deadlines.
Fim de linha.
Linha inoperante.
Fim de linha.
Linha da morte.
Linha de corte.
E a gente já se acostumou a nomear prazos como deadline, fim de linha, linha da morte.
Linhas da morte.
E a linha da vida na ´palma da minha mão?
Prazo para entregar trabalho. Linha da morte.
Mas trabalho não é vida?
Não é esta a nossa luta?
E a vida?
Paradoxo: Trabalho como objeto de trabalho.
Teoria do trabalho, no trabalho, como efetivação da humanidade que pulsa em um mundo desumano.
Teoria, no trabalho, contra o trabalho como ladrão de possibilidades de tempo livre.
Exaustão no "trabalho contra a exaustão pelo trabalho".
Trabalho como salteador de possibilidade de autoexpressão outra, que não aquela que- felizmente- encontro no trabalho.
Trabalho. Muito trabalho.
Agenda.
Trabalho e breves pausas para recompor a energia de trabalho.
Mas é contra isto que trabalho!
Um blog semi-abandonado.
Dramático seria uma vida semi-abandonada.
Seria uma vida semi-abandonada?
Será?
Liimites, fronteiras, entre realizar um trabalho onde se efetiva em grande parte a autoexpressão e as demais necessidades de autoexpressão negligenciadas.
Um alento: aulas de canto resgatadas além do fosso das obrigações.
Já é alguma coisa!
quarta-feira, 26 de março de 2014
Deadline
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Pois é...E a linha da vida na palma de nossas mãos? É isto que me intriga: o trabalho como linha ou como vida escoando entre os dedos da minha mão?... :(
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