quinta-feira, 10 de julho de 2014

Machismo, "mulher moderna", minha caretice, as "mulheres caçadoras" etc

Machismo, "mulher moderna", minha caretice e o assédio (guerra aberta) da pianista e da cardiologista sobre o Gianechinni. Vergonha alheia.

Eu sou a única pessoa que acha ridículo ver duas mulheres brigando abertamente pelo Gianechinni na novela?A pianista e a cardiologista?Ou, na vida em geral, uma mulher quase "estuprando" o cara que ela cismou que quer conquistar? O mundo está assim mesmo? Sei que, na novela, ele é "o" Gianechinni, mas a mulher precisa se oferecer tão abertamente assim para provar igualdade na sociedade? Ai, como sou antiga! Onde fica a sutileza, meu Deus? Posso ter resíduos machistas , mas penso que a iniciativa aberta ainda deve ser do homem. Ainda acho que a dama deve deixar cair discretamente o lenço de renda, assim, como por acaso, para o cavalheiro pegar, olhá-la nos olhos, sentir-se apaixonado por uma moça ligeiramente autopreservada, e não receber os xeque-mates que as duas estão dando no rapaz. Tá bom, gente, eu passei a adolescência lendo "A Moreninha", "Senhora", "A mão e a luva", "Amor de Perdição". "Helena" (não as do Manoel Carlos).Na pior das hipóteses, os romances quase causadores de diabetes, de tão melosos, da Barbara Cartland. Devorávamos os livros e trocávamos com as colegas da escola. Série Sabrina e fotonovelas, então, passavam de mão em mão. Saudade dos tempos em que as adolescentes não cresciam vendo os protótipos da mulher moderna vulgar no BBB, bêbadas, se oferecendo. Ou sóbrias, se oferecendo, como numa xepa de feira.
Não é porque podemos pagar nosso próprio aluguel e supermercado (e comprar uma bolsinha de vez em quando em 5 vezes no cartão) que precisamos ser oferecidas.
Li um livrinho "bobo" há alguns anos: "Ele simplesmente não está a fim de você" (o filme foge ao roteiro, não tem nada a ver). O livro demonstra com fartos exemplos que, quando o homem tem interesse, ele vai demonstrar, não se preocupe em sair se declarando antes que outra tome o "seu lugar", como se ele fosse o último copo de água mineral sem gás no deserto. O livro usa argumentos como: ainda que o avião dele faça um pouso forçado sobre o mar, ele sairá nadando para lhe encontrar, Que nem duas pernas quebradas o farão faltar ou adiar um encontro, se ele tiver interesse. Mas, como ele prefere fugir de uma manada de elefantes cor de rosa pegando fogo (é o livro que diz) a dizer não a uma mulher, vai te dizer sim por uma noite e depois se transformará em Wally (onde está o wallly?versão avançada).
E não, o telefone dele não está com defeito: ele simplesmente não está a fim de você.
Sou antiga mesmo, do tempo da paciência, do jogo de aproximação onde um vai lendo os sinais do outro (e tomando um vidro de semancol se percebe que a outra pessoa não está mantendo o ritmo, saindo discretamente do campo).
Bom, espero que pelo menos minhas sobrinhas leiam que existem outros modos de ser entre a mulher oprimida, dominada, submissa, dependente, que precisa tolerar humilhações, e essa espécie de raça caçadora´-furiosa, sem nenhum glamour, nem sutileza, nem feminilidade.
Choquei conversando com meu irmão no dia do último jogo. A coisa tá tão feia, que muitas mulheres contratam um serralheiro ou eletricista e ficam desfilando de calcinha e sutiã dentro de casa, dizendo: Ah, desculpe , dentro de casa eu costumo andar à vontade. Não , ele não tem o direito de estuprá-la por causa da roupa que ela está vestindo!!!!!! Mas, por outras razões, ela poderia se vestir mais adequadamente para receber pessoas em casa, a fim de não estampar na testa: "estou na seca, a perigo". Porque esse tipo de abordagem não rende nada mais do que "tirar o atraso" e depois, adeus, acredito. E a autoestima da mulher é jogada lá no subsolo 3, ela chora - porque no fundo, mesmo que diga que não, está, sim, quase sempre, procurando a "alma gêma", mas finge que não, que quer só uma saidinha, que é descolada pra ver se conquista o cara se jogando na cama mais apressada do que atacante no 28o minuto da prorrogação. Tolinha. Tadinha: Ela não sabe por que ele foi tão legal na primeira noite e sumiu depois. (Olha os efeitos colaterais da insônia na vida de uma pessoa; Estava agora , no meio da madrugada, vendo o capítulo de ontem no site do GShow e já começo a "viajar".)
Pedras das "feministas". Quer saber? Minha história de vida me autoriza a dizer o que penso, Graças a Deus, nunca vivi à custa de ninguém, nunca precisei explorar homem, nunca me senti tão desvalorizada a ponto de sustentar homem em troca de companhia, entao não preciso provar que "sou feminista" só porque acho que o feminismo não consiste em criar homens de batom. Mulheres que , tal qual o homem machista, pensam que sua independência socio-economico-cultural lhes dá o direito de ser quase uns tratores. Viva o Glamour e a Diveza. O homem que prefere as periguetes não te merece, menina.

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