Tormentas e mutações. Estou vivendo isto. Passo a passo. Dia a dia. Às vezes, minuto a minuto. Surpresas com a corrente de energia positiva que se forma quando nos abrimos a ela. Com o lugar-comum e paradoxal que diz que , fazendo o bem, desinteressadamente, você o recebe de volta em forma de bênçãos supreendentes.
Surpreendo-me sentindo gratidão por tantas coisas...
Como é bom quando conseguimos transformar mágoas em gratidão. Confesso que Deus me surpreende a cada dia.
Sempre tive consciência do meu maior defeito: não saber perdoar (não por picuinha, que relevo, mas somente quando é um dano sério, especialmente envolvendo meu filho). Não cultivo ódio, nem desejo de vingança ou de que aconteça algum mal à pessoa, até a ajudo, se for necessário, pois o mundo dá voltas e já tive oportunidade de ajudar academicamente (e sem me sentir em vanglória) a muita gente que havia me passado a perna. Mas não esqueço.É meu defeito. Luto contra ele.
Nos últimos anos venho acumulando estudos e exercícios espirituais, aprendizados que parecem, de uma hora para outra, ter formado um "insight".
Outro dia escrevi no blog "Flocos de Alma" sobre a substituição súbita do sentimento de revolta pela perda do Luiz Cláudio dois anos e meio atrás, por uma doce gratidão pelos anos que fomos parceiros em momentos dificeis. E que Deus esperou para levá-lo no momento em que eu já não dependia tanto dele.
Isto é muito triste,mas de tristeza também se tece a vida. Eu definitivamente não queria que ele estivesse aqui só porque eu precisava dele para dividir preocupações de pai e mãe com nosso filho, mas seria desastroso se tivesse ocorrido dois anos antes, um ano antes ou dez anos antes quando ele esteve no CTI com hipertensão.
Quando percebi isto, parece que fui surpreendida por um vendaval. Dei mais um passo no processo de elaboração do luto e vontade de viver.
Agora, outra surpresa: me surpreendo sentindo gratidão a uma pessoa que sempre considerei mau-caráter por suas atitudes golpistas, devido a uma ajuda que ela deu a uma pessoa querida a mim. Sempre digo que dela eu nunca tive raiva porque nunca esperei nada de bom, mas ela conseguiu fazer bem a uma pessoa querida a quem eu não consegui. E me senti grata por isto.
Outro dia estava lendo o capítulo sobre a Fé, na Doutrina da Igreja Católica. Fé é dom, escolha e exercício.
Acho que serve também para o perdão e a gratidão. Nunca poderia imaginar sentir gratidão por uma pessoa que me causou grande prejuízo, mas que fez um bem a um ente querido.
Deus me ajuda muito com suas mensagens, lembretes que parecem torpedos ou whatsapp que sempre chegam na hora certa porque Ele sabe que sou meio cabeça-dura.
Por outro lado, não me poupa de provas. Tem me submetido a uma que, acredito, seja necessária para que eu vença minha maior mágoa na vida.
Ainda não sei como isto acontecerá, mas estou enfrentando a dura prova. Nem o mais criativo roteirista de enredos surreais seria capaz de criar esta prova, esta "coincidência", mas Deus é Deus.
E se está me submetendo, é para minha libertação.
Oremos.
Surpreendo-me sentindo gratidão por tantas coisas...
Como é bom quando conseguimos transformar mágoas em gratidão. Confesso que Deus me surpreende a cada dia.
Sempre tive consciência do meu maior defeito: não saber perdoar (não por picuinha, que relevo, mas somente quando é um dano sério, especialmente envolvendo meu filho). Não cultivo ódio, nem desejo de vingança ou de que aconteça algum mal à pessoa, até a ajudo, se for necessário, pois o mundo dá voltas e já tive oportunidade de ajudar academicamente (e sem me sentir em vanglória) a muita gente que havia me passado a perna. Mas não esqueço.É meu defeito. Luto contra ele.
Nos últimos anos venho acumulando estudos e exercícios espirituais, aprendizados que parecem, de uma hora para outra, ter formado um "insight".
Outro dia escrevi no blog "Flocos de Alma" sobre a substituição súbita do sentimento de revolta pela perda do Luiz Cláudio dois anos e meio atrás, por uma doce gratidão pelos anos que fomos parceiros em momentos dificeis. E que Deus esperou para levá-lo no momento em que eu já não dependia tanto dele.
Isto é muito triste,mas de tristeza também se tece a vida. Eu definitivamente não queria que ele estivesse aqui só porque eu precisava dele para dividir preocupações de pai e mãe com nosso filho, mas seria desastroso se tivesse ocorrido dois anos antes, um ano antes ou dez anos antes quando ele esteve no CTI com hipertensão.
Quando percebi isto, parece que fui surpreendida por um vendaval. Dei mais um passo no processo de elaboração do luto e vontade de viver.
Agora, outra surpresa: me surpreendo sentindo gratidão a uma pessoa que sempre considerei mau-caráter por suas atitudes golpistas, devido a uma ajuda que ela deu a uma pessoa querida a mim. Sempre digo que dela eu nunca tive raiva porque nunca esperei nada de bom, mas ela conseguiu fazer bem a uma pessoa querida a quem eu não consegui. E me senti grata por isto.
Outro dia estava lendo o capítulo sobre a Fé, na Doutrina da Igreja Católica. Fé é dom, escolha e exercício.
Acho que serve também para o perdão e a gratidão. Nunca poderia imaginar sentir gratidão por uma pessoa que me causou grande prejuízo, mas que fez um bem a um ente querido.
Deus me ajuda muito com suas mensagens, lembretes que parecem torpedos ou whatsapp que sempre chegam na hora certa porque Ele sabe que sou meio cabeça-dura.
Por outro lado, não me poupa de provas. Tem me submetido a uma que, acredito, seja necessária para que eu vença minha maior mágoa na vida.
Ainda não sei como isto acontecerá, mas estou enfrentando a dura prova. Nem o mais criativo roteirista de enredos surreais seria capaz de criar esta prova, esta "coincidência", mas Deus é Deus.
E se está me submetendo, é para minha libertação.
Oremos.
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